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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Processo Químico Fotográfico

Processo Químico Fotográfico
O brometo de prata, atingido ela luz, se divide em bromo e prata, sendo esta a cor preta. Devemos acrescentar agora, que este processo não é tão simples corno antes dissemos, uma vez que o brometo de prata, embora profundamente modificado pela ação dá luz, não deixa ver esta modificação, quando examinado a olho nu, mas parece, muito pelo contrário, completamente inalterado. Os inúmeros pontos pretos que deveríamos ver, como imagens dos pontos brancos da bola, na realidade não são visíveis. Chapa ou filme apresentam-se sem vestígio algum da fotografia, tanto assim que não há nenhuma diferença visível entre uma emulsão “virgem” e outra, “exposta”. Chamamos de “imagem latente” (do latim “latens”= escondido) a fotografia, nesta fase de invisibilidade, e temos de tomar certas providências para que ela se tome visível, O respectivo processo tem o nome de “revelação”.

Chama-se “revelador” uma solução química capaz de tornar visível a imagem latente. Imergindo chapa ou filme no banho de revelador, vemos que a emulsão, inicialmente branca, começa a transformar-se, mostrando manchas escuras onde o original era branco. No caso da bola branca aparecerá, durante a revelação, a sua imagem em,forma de disco preto, sobre um fundo branco. Uma vez que a cada ponto branco do original (bola) corresponde, na emulsão, um preto, e a cada ponto preto (fundo), um branco na emulsão, chama-se “negativo” esta imagem formada no revelador, a qual é fiel, na sua forma, ao original, mas invertida no tocante à sua claridade.

Nesta fase, no revelador, o negativo continua sensível à luz. É esta a razão por que a revelação se processa num lugar completamente escuro ou iluminado apenas por luz fraca, de cor vermelha ou verde, conforme a emulsão tratada, uma vez que estas duas espécies de luz não exercem influência sobre a emulsão. Se o negativo fosse tirado, durante ou depois da revelação, do lugar escuro ou iluminado por luz vermelha ou verde (laboratório, “câmara escura”) e exposto a uma luz qualquer (do sol, de uma lâmpada branca, etc.), logo se cobriria de um véu escuro que faria desaparecer toda a imagem e tornaria a emulsão uniformemente, preta. Neste caso, toda a emulsão teria se transformado em prata. Para evitar isto, é necessário tornar resistente a imagem à influência da luz, submetendo-a, também dentro do laboratório, a mais um processo químico: a fixação ou fixagem.

O fixador é o banho que elimina todas as partículas de emulsão, ainda sensíveis à luz, isto é, todo o brometo de prata que não foi atingido pelos raios de luz, vindo do objeto fotografado. Tirado do fixador, o negativo não se modifica mais sob a influência da luz, pode ser manejado em qualquer ambiente, sob qualquer iluminação, por mais forte que seja, sem sofrer alteração alguma. Lavado e seco, pode ser conservado durante um espaça de tempo indeterminado.

O negativo, como vimos, não é uma reprodução fiel do original; ao invés de uma bola branca contra um fundo preto, mostra uma bola preta contra um fundo claro. Assim sendo, não apresenta senão uma fase intermediária na obtenção da fotografia final, a qual requer mais alguns processos.

Podemos colocar o negativo numa prensa, juntamente com um papel sensível à luz, e expor o conjunto à ação da luz. Os raios luminosos passarão pelas partes claras do negativo, onde o fixador removeu todo o brometo de prata e causará o enegrecimento do papel; nas partes pretas do negativo, a luz não pode passar e não causa nenhuma modificação do papel branco. No caso da nossa bola, o disco preto do negativo retém toda luz e origina assim um disco branco no papel; o fundo claro, ao contrário, deixa passar todos os raios e faz com que fiquem enegrecidas as respectivas porções do papel, formando o fundo. Assim obtemos uma imagem fiel do assunto original, a “fotografia” propriamente dita, também chamada de “positivo” ou “cópia”.

A cópia tem o mesmo tamanho do negativo. Muitas vezes, o negativo tem dimensões muito reduzidas e a obtenção de uma fotografia maior tornar-se-ia desejável. Isto se consegue pelo processo de ampliação. Ao invés de colocar negativo e papel, juntamente, na prensa, projeta-se a imagem do negativo, colocado no “ampliador”, sobre uma folha de papel sensível, de formato maior. O negativo da bola, projetado sobre a folha, origina um disco branco, maior do que o preto, contido no negativo. No caso de fotos maiores que o negativo, fala-se em “ampliações”. Revelação e fixação da ampliação obedecem às mesmas regras da cópia.

Há duas espécies de papel sensível; urna onde a imagem se toma visível imediatamente, sem que haja necessidade de revelação e fixação. Não há, portanto, imagem latente. No outro tipo, revelação e fixação são indispensáveis. Aquela usa-se, se bem que raramente, para a obtenção de cópias; este é de emprego exclusivo para a confecção de ampliações e usado quase universalmente, para cópias.


Aluno: Luan Carraro Ferla
Disciplina: Fotografia Preto e Branco
Prof. Fernando Pires
Curso Superior de Tecnologia em Fotografia
Ulbra G1 2010-2

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